Um termo bastante diferente no dia a dia daquele que não está acostumado com o mundo trilionário das criptomoedas e tokens, mas para quem acompanha o principal criptoativo desde o começo sabe bem do que se trata.
Prova de trabalho (PoW) é uma das formas, se não, a mais conhecida de se minerar cripto ativos como, por exemplo, o Bitcoin, — similar a mineração de metais preciosos — nesse caso trocamos os tratores, pás e plantas de mineração, por computadores e fazendas de mineração, capazes de através do uso contínuo da energia, converter essa energia em poder computacional e esse poder computacional na resolução de problemas de um bloco de dados criptografados, assim fazendo com que após a sua criação possa ser gasto muito menos força energética para a sua verificação independente do tempo.
Resumindo, um minerador "cria" um bloco de dados único e inalterável das transações de um determinado tempo, esse bloco fica registrado na blockchain da rede em uma série contínua de blocos, onde qualquer pessoa pode verificar se certa transação aconteceu, os participantes e os valores transicionados, por exemplo, o Bitcoin Explorer, onde é possível ter acesso ao livro contábil do Bitcoin.
Esse conceito foi inventado lá em 1993 por Cynthia Dwork e Moni Naor como uma forma de que não fossem possíveis ataques através de negação ou abuso de serviços, tais como spam em uma rede, exigindo um mínimo esforço de prova de trabalho, para quebra das informações. Mesmo o conceito ter sido invetado em 93 foi somente em 1999 que o termo "prova de trabalho" foi oficialmente formalizado por Markus Jakobsson e Ari Juels.
A prova de trabalho foi só depois popularizada quando seu conceito foi utilizado para a criação da rede Bitcoin como uma base para um consenso em blocos inalteráveis, onde os mineradores disputam em uma das várias pools de mineração anexar blocos e cunhar novas moedas, com cada minerador recebendo exatamente o proporcional de seu esforço computacional para o trabalho em conjunto.
O principal objetivo dos ecossistemas criados com base na prova de trabalho nem chega a ser provar quem ou qual trabalho foi realizado, mas sim garantir que não aja alteração após a criação do bloco, sendo necessário muito poder computacional, que decentralizado chegamos a incríveis aproximados 200 m de TH/s em abril de 2021 — enquanto escrevo esse artigo a taxa se encontra em 101 m de TH/s, por conta das proibições da China aos mineradores da região — para conseguir sofrer alguma alteração nas transações como, por exemplo, o gasto duplo, seria necessário que um único minerador concentra-se 51% de todo poder de mineração, fazendo com que a rede não se torne confiável, decentralizada e balanceada.


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